Por Danilo Trindade
Quem já foi atrás do caminhão da Banda Chiclete com Banana em Salvador e em algumas micaretas fora de época, já percebeu que o trio do grupo vai muito além de um simples carro com caixas de som na sua lateral.
O “Rex”, como o trio elétrico é conhecido entre os Chicleteiros – fãs da banda – foi criado no ano 2000 pelo engenheiro de som Wilson Marques, que batizou o trio com o nome de “Tiranossauro Rex”. Logo os comparativos com o dinossauro de 165 milhões anos atrás começou a ser feito no mundo dos Chicleteiros. E o Rex do passado que ficou conhecido como predador, hoje abre espaço para outro predador, “o predador da tristeza”.
E, realmente, quem não gosta da banda e está com a sua cara triste, logo esquece a tristeza e começa a admirar a tamanha qualidade sonora, de iluminação e de efeitos que ele tem. Inclusive, os fãs mais realistas do Asa de Águia, que se orgulham em ter o maior trio elétrico – Dragão – em extensão do planeta. Mas sentem uma ponta de inveja em não ter o som e os efeitos que o trio dos Chicleteiros tem.
O que realmente faz o Rex merecer tal título? Antes de 2000 o Chiclete com Banana tocava em um carro com 10 metros de extensão e 3,5 metros de altura. Hoje com o Rex são 27 metros de extensão por 5,10 metros de altura. O que permitiu o engenheiro de som Wilson Marques utilizar quase 10 metros de caixas de som nas laterais. E fora isso, a parte interna do trio tem camarim, com TV, ar-condicionado, vídeo e computadores ligados à internet.
Externamente com um visual moderno, os fãs e admiradores desfrutam de um trio elétrico com som de última geração (o que rendeu o fim da categoria do “melhor som de trio do carnaval” no troféu Dodô e Osmar, pois antes mesmo do Rex o prêmio já era entregue todos os anos a Wilson Marques) e iluminação que foge dos padrões convencionais, com laser, refletores de luz, leds e lâmpadas fortes, que sincronizam-se com a batida da música.
Uma outra inovação, a qual os foliões não ligam muito. É que as caixas de som frontal estão acopladas com o cavalinho de força – cabine do caminhão – o que permite em uma curva o som chegar juntamente com o movimento do cavalo de força.
Mas a grande sensação do Rex é a plataforma que permite que o cantor Bell Marques chegue próximo ao público. Tanto dos camarotes como dos foliões que acompanham lá de baixo a banda.
Agora toda essa estrutura é alimentada por dois geradores que garantem energia para horas e horas de desfile. Juntos, possuem 360 kVA, o suficiente para iluminar uma cidade de 180 mil habitantes.
Próximo ano a invenção de Dodô e Osmar completará 60 anos e o Tiranossauro Rex uma década. Mudanças já são esperadas para o trio elétrico no próximo ano, que entrou em reforma desde abril de 2009, logo após a Micarana – micareta de Itabaiana. Muitas são as especulações, porém, em entrevistas que a banda dá na impressa, nenhuma foi comprovada pelos mesmos, que apenas garantem mudanças.

